Blog do Bloc

por Marcelo Bloc
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Coreano de cabeça chata?

maio 06, 2009 By: Marcelo Bloc Category: Futebol pelo mundo, Homenagem, Vídeo

O atacante cearense Mota (ex-Ceará) é ídolo do Seongnam, da Coreia do Sul. Tanto que os torcedores fizeram um vídeo, onde pedem que o atacante naturalize-se coreano, para defender a seleção daquele país.


Mais do Mota na Coreia, aqui.

A dica foi do Emerson Damasceno via twitter.

Quem se surpreende?

abril 27, 2009 By: Marcelo Bloc Category: Arbitragem, Futebol cearense, Vídeo

Faz tempo que não falo de acontecimentos do futebol cearense por aqui. Mas há certas coisas que não podem passar em branco. Como isto:

Ele apitou duas Copas do Mundo e deve apitar outra. No entanto, sua incompetência é antiga, ou alguém se esqueceu da final da Copa do Brasil de 2002? Você poderia ter até esquecido, mas os torcedores do Brasiliense, eu garanto, mantém viva a memória desse dia.

Para piorar, ainda sou obrigado a ouvir Evandro Leitão, presidente do Ceará, dizer a célebre frase “Prefiro trazer árbitros de fora que errem do que ser prejudicado pelos árbitros locais”. Bem, se cada um tem o que merece, o futebol cearense teve a arbitragem que mereceu. Lastimável.

PS: só com um acontecimento desses, envolvendo um árbitro de renome, para o Campeonato Cearense virar assunto em todo país. Como disse um amigo, se nem nós valorizamos o que é nosso, quem dirá os outros (vide as situações do PV e do gramado do Castelão).

ATUALIZAÇÃO – Cara de pau não tem limites. E não é que Simon disse que acertou no lance? Dúvida? Clique aqui.

Futebol Cearense de Antigamente #8

outubro 17, 2008 By: Marcelo Bloc Category: Bizarro, Futebol cearense, História, Vídeo

Árbitro agride jogador expulso de campo

Essa cena aconteceu há 13 anos, completos na última quinta, 16. O árbitro cearense Luiz Vieira Vilanova apitava uma partida envolvendo Ferroviário e Uruburetama, válida pelo Campeonato Cearense de 1995.

O Ferrão, que lutava pelo bicampeonato, vencia a partida por 3 a 1, quando Vilanova expulsou Cilande, da equipe interiorana. O jogador foi tirar satisfação com o árbitro e deve ter dito algo nada amistoso, já que o apitador desferiu um soco no atleta. Jogador agredindo juíz até que é comum, mas o contrário, é histórico! Confiram tudo, relembrado no ‘Baú do Esporte’ do Globo Esporte.


A lembrança é do site do Ferroviário, que conquistou naquele ano seu último Estadual (que jejum, hein corais?).

Futebol (Cearense) de Antigamente #6

agosto 17, 2008 By: Marcelo Bloc Category: Ceará, FCF, Futebol cearense, História

Federação X Ceará
por Alfredo Sampaio*

Em 1944 estourou uma grave crise no futebol cearense. O Ceará, sentindo-se prejudicado com algumas medidas tomadas pela F.C.D., em sinal de rebeldia, resolveu licenciar-se, afastando-se das disputas já no final do 2º turno.

Dizem alguns alvinegros que o então Diretor de Esportes, Capitão João de Moura Dias, era torcedor do Maguary, campeão de 1943, e que marchava para o bicampeonato. Achava o Ceará que o Maguary era o beneficiado em tudo.

O mais ferrenho inimigo da Federação era o saudoso desportista Edelberto Goés Ferreira, proprietário do famoso Café Globo, que representava o seu clube junto à mentora.

A diretoria alvinegra não atendeu aos apelos de ninguém e até a crônica esportiva procurou resolver o impasse, mas tudo em vão. O quadro de profissionais foi dissolvido e seus melhores craques do momento, Hermenegildo e Mitotônio, foram emprestados ao Náutico Capibaribe, em 1945.

A crise engrossou mais no final do ano, quando a F.C.D. resolveu suspender o Ceará por um ano, considerando que aquela lincença abrupta, em meio ao certame de 44, fora um gesto de indisciplina.

Assim o clube de Porangabussu ficou fora também do campeonato de 45, desta vez suspenso. Sem o Ceará, dois anos fora das competições oficiais, o nosso futebol entrou em crise, as rendas caíram, pois se increveram para o certame de 45, Maguary, Fortaleza, Ferroviário e dois clubes pequenos: Luso e Flamengo. Além disto, o Maguary já dava sinais de declínio, pois já entrou com um quadro mesclado, tendo dispensado seus principais profissionais, como Louro, Pedro, Galego e Ubaldo. É que o “Clube dos Príncipes”, a partir daquele ano, deu prioridade à construção de sua sede, na Rua Barão do Rio Branco.

Além do mais, parte dos jogos de 1945 era realizado no Estádio Américo Picanço, na ainda “longínqua” Aldeota, e de propriedade do América, pois o PV estava em obras, só reabrindo seus portões para as finais do certame que acabou nas mãos do Ferroviário.

Finalmente, oficializando-se a licença do Maguary no fim de 1945, o Ceará resolveu voltar ao seio da Federação para disputar o nosso campeonato a partir de 1946 e voltou a reinar a paz neste pequeno futebol, cheio de crises e mazelas.

Diga-se, de passagem, que durante a suspensão, o Ceará quando fazia algum amistoso em seu campo, usava o nome de Dragão de Parangabussu.

Comentários (por Marcelo Bloc):
- Clube cearense sentindo-se perseguido pela federação? Até hoje é assim;
- Também em 1944, o Penarol abandonou a competição faltando apenas um jogo para o final do primeiro turno, sendo suspenso por 1 ano;
- O bicampeonato dos cintanegrinos (como eram chamados os torcedores do Maguary, devido a grossa listra preta horizontal no uniforme) foi facilitado com a saída do Ceará, clube que estava mais próximo da equipe na classificação. O Fortaleza então, acabou por herdar o vice;
- O título do Maguary foi invicto e arrastão em 44, metendo 8×0 no Penarol, 6×1 no Fortaleza, 7×1 no Ferroviário e 6×4 no Ceará. O fechamento do seu quadro de futebol, ao final de 1945, foi um duro golpe para o futebol cearense;
- O campeonato cearense de 1945 foi o único a não contar com a participação do Ceará Sporting Club.

* Texto retirado da obra “Futebol Cearense, retalhos históricos” (2007), de Alfredo Sampaio.

Futebol (Cearense) de Antigamente #5

agosto 10, 2008 By: Marcelo Bloc Category: Fortaleza, Futebol cearense, História

E o Fortaleza fechou as portas

É verdade. O Tricolor já “fechou” uma vez. Foi em 1929, já no fim do returno do Estadual daquele ano. Há fontes que atribuem o fato a uma “grande crise entre a diretoria e os jogadores”, enquanto outros afirmam que o clube encerrou suas atitividades esportivas “achando-se prejudicado financeiramente”.

O fato é que o Leão era o então tricampeão cearense e reinava absoluto como líder da competição, seguindo a passos largos para o tetra, até hoje não conquistado pelo clube. A notícia da saída do Fortaleza, ocorrida em 6 de agosto (há exatos 79 anos, completados essa semana), gerou muitos problemas na época, a chamada era do amadorismo (nesse ponto, não mudou muito o futebol local).
Arte de Ronaldo Pinto

Arte do amigo Ronaldo Pinto

Arte do amigo Ronaldo Pinto

Liderados pelos irmãos Machado, Moacir, Caranã, Jandir e Juraci, todos os jogadores do Tricolor uniram-se e fundaram om Orion FC, que se tornou uma espécie de dissidência tricolor. Com tantos bons jogadores, em 1930 o clube venceu o torneio início e o campeonato cearense.

Já o Fortaleza permaneceu “morto” por três anos, só voltando a disputar o Cearense em 1933, quando retornou à Federação e contou inclusive com o retorno dos “desertores”. Quem se aproveitou desta mancha na história do Leão foi o Ceará, campeão em 31 e 32.

Como o Ferroviário ainda não existia, Ceará e Maguary reinaram absolutos, rodeados de clubes pequenos. A Associação Desportiva Cearense (ADC) vivia rodeada de polêmicas (como já mostramos em outras ocasiões). Em 31, foi o Orion quem brigou com a entidade, que não quis adiar um jogo contra o Ceará, conforme fora solicitado. O clube recusou-se a entrar em campo. Crise geral, piorada quando a imprensa, tomando partido do “clube estrelado”, rompeu com a ADC e resolveu não mais noticiar os jogos finais do torneio. Em 1932, Orion e Progresso deixaram o Estadual pela metade, decidindo abandonar de vez a ADC. Que situação!

E o Fortaleza? Como todos sabem, após ressurgir, continuou seu caminho altos e baixos, como acontece até hoje. Não deixou, porém, de conquistar títulos, já tendo no currículo 37 Campeonatos Cearenses.

Fonte de pesquisa:
- História do Campeonato Cearense de Futebol (2002), de Nirez de Azevedo;
- Futebol Cearense, retalhos históricos (2007), de Alfredo Sampaio.