Quando Federer foi enfrentar o brasileiro Thiago Alves ainda no início das disputas do US Open deste ano, vi alguém perguntar se “a má fase” do suiço poderia ajudar o brasileiro. Ora, a má fase dele é melhor do que a melhor fase de 99% dos tenistas da atualidade (a única excessão hoje é do também genial Rafael Nadal).
Claro que Federer ganhou (e por 3 a 0), seguindo no torneio, que acabou na segunda-feira passada com o pentacampeonato seguido do suiço, ao vencer o britânico Andy Murray, que eliminara Nadal nas semifinais.
Com ajuda do Tic Spor, que divulgou os dados que traduzo abaixo, vejam o que foi o “ano lamentável” de Roger Federer:
- Completou 10 anos como profissional, sendo top 30 há oito;
- Ganhou títulos em Estoril, Halle e Flushing Meadows [US Open] (sendo o 5º título consecutivos nos últimos dois);
- Seu pior Grand Slam foi na Austrálio, eliminado nas semifinais por Novaak Djokovic, terceiro do mundo e campeão do torneio. Em Roland Garros e Wimbledon caiu na final, em ambos os casos para Rafa Nadal;
- Alcançou finais nos Masters de Monte Carlos e Hamburgo;
- Superou a marca de 55 títulos individuais;
- Na atual temporada tem 54 vitórias e 12 derrotas;
- Ganhou mais de 4 milhões de dólares em prêmios;
- Ganhou seu 13ª Grand Slam, e seu quinto título consecutivo no Aberto dos EUA, igualando a marca de Connors e Sampras (com a particularidade de que as conquistas de Federar foram de seguidas) e estando a um Grand Slam de igualar os 14 de Pete Sampras;
- Em duplas, jogou somente 7 partidas e ganhou um título: a medalha de ouro em Pequim juntamente com o compatriota e amigo Stanislas Wawrinka;
- Se mantém entre os dois primeiros postos do ranking. De março de 2004 até hoje, sua pior colocação foi 2º, mantendo-se ainda na primeira colocação por 2 37 semanas seguidas;
- Tornou-se o primeiro jogador da história dos Abertos a ganhar cinco campeonatos consecutivos nos EUA e o primeira a conquistar cinco títulos seguidos em dois Grand Slam diferentes (Wimbledon e US Open).
É bem verdade que, no ano, ele está muito mais irregular do que o de costume, o que o fez perder o posto de número 1 para Rafael Nadal. O espanhol vem jogando demais e, sem dúvidas, também terá seu nome lembrado entre os maiores tenistas da história. Some-se isso ao excessivo tempo como melhor do mundo (e o relaxamento que isto pode causar), uma mononucleose e a tal “má fase”; daí a queda de rendimento do cara que muitos acreditam ser o melhor da história (para não deixar polêmica, há especialistas que ficam entre Federer, Sampras e Börg).
Porém, ao ler tudo isso, alguém se arrisca a dizer que este foi um ano ruim para Federer? E olha que ainda tem o Masters em novembro…