Não escondo a admiração pelo zagueiro Ronaldo Angelim, que vi brilhar no Icasa, no Ceará, no Fortaleza e agora no Flamengo. Se Ronaldo Fenômeno elogia o cara, mostra que eu tô certo.
Humilde e sem esquecer o passado, o zagueiro rubro-negro emocionou-se ao falar da atual situação do Fortaleza, que beira retornar à Série C, onde estava quando o zagueiro por lá pisou pela primeira vez. Angelim lembrou que conseguiu, no clube, chegar à primeira divisão e ganhar reconhecimento nacional jogando pelo clube. Disse então que espera que o Leão do Pici consiga manter-se, pelo menos, na Série B.
Ele afirmou que conversou esses dias com o volante Erandir, tentando passar confiança e dando apoio ao amigo da época que atuava pelo clube cearense. “É um clube que paga em dias (sic), e clubes assim não merecem isso”.
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O problema é que o tricolor de hoje não é sombra do que era quando Angelim esteve por aqui, e olhe que naquela época ainda estava longe de ser um clube exemplar. Os salários, meu caro Ronaldo, estão atrasados. A diretoria atual aponta a anterior como culpada da atual situação, que rebate dizendo que a culpa é de quem está no poder. Vaidades, desorganização, falta de planejamento e tantos outros motivos fazem o Fortaleza ficar, menos de 10 anos depois, à beira de retornar ao pesadelo que todo torcedor achava que estava superado.
A Série C é a realidade. Chances de escapar? Há, principalmente porque América e Criciúma conseguiram ser quase tão incompetentes quanto o Leão. Em campo, porém, o time supera a cada jogo a ruindade apresentada no jogo anterior. O treinador, coitado, está mais perdido do que qualquer um. Trocou seis na partida retrasada, mais seis na última e agora confirma cinco mudanças para esta terça-feira. Dizer o quê? Só um milagre salva. O Angelim, assim como milhares de pessoas que gostam do clube, não mereciam isso. E que a bola role.









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