Não faltou emoção

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O empate entre os dois maiores clubes cearenses, se não foi um grande jogo tecnicamente falando, não deixou faltar emoção.

Na primeira etapa, o Fortaleza marcou quando o Ceará era um pouco melhor. O gol fez os tricolores crescerem no jogo, foi quando o Ceará empatou. E quase virou, em outra falta cobrada por Sérgio Alves.

E Clássico-Rei com Rinaldo de um lado e Sérgio Alves de outro, tinha que ter gol. O carequinha deixou seu 11º tento contra o rival, enquanto outro manteve a incrível média de gols contra o leão. Agora são 21 gols em 23 clássicos.

Na segunda etapa, o Ceará virou o jogo, o tricolor foi para cima e logo empatou, chegou a pressionar tentando a virada, mas acabou levando um pequeno sufoco no fim, já com um homem a menos.

Destaco individualmente as participações de Cleisson e Simão. Mesmo veterano, o meia alvinegro parece incansável, marcando forte e dando trabalho no ataque, quase sempre pelo lado esquerdo.

Simão jogou bem, mesmo sobrecarregado por ser praticamente o único meia criativo da equipe. No entanto, terminou por, mais uma vez, estragar o serviço, agredindo o adversário e tomando seu 6º cartão vermelho no ano. Some-se isso a 20 cartões amarelos e temos idéia do quão indisciplinado é o jogador. Bom de bola, ruim de caixola.

O empate não foi bom para os tricolores, que lutam contra o rebaixamento. O clube segue em situação delicada. Apesar de 14º na classificação geral, tem apenas um ponto a mais que o primeiro clube na zona da degola. Para o Ceará, o resultado pouco valia em termos de acesso ou descenso.

Destaco negativamente a “inovação” apresentada pela Cearamor. A idéia de colocar uma cascata de faíscas sobre a cabeça dos torcedores não foi nada boa. Por sorte não houve uma tragédia, com muita gente saindo queimada. Corre-corre entre os torcedores e muita fumaça em campo. Pergunto: nenhum policial viu os torcedores que subiram no teto da arquibancada, para colocar os fogos?

Destaco positivamente o fato dos presidentes Evandro Leitão e Lúcio Bomfim terem ido a campo juntos, pedindo paz, com camisetas estampando as frases “Sou Vovô e peço paz” e “Sou Tricolor e peço paz”, respectivamente. Essa sim uma boa idéia.

Números para o Clássico-Rei

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Nesta década (desde 2001), Ceará e Fortaleza se enfrentaram 43 vezes (jogos oficiais). Foram 19 empates, 15 vitórias tricolores e 9 vitórias alvinegras.

Últimos 10 jogos entre os rivais:

2006
Fortaleza 6×3 Ceará - Estadual
Ceará 1×0 Fortaleza - Estadual
Ceará 1×0 Fortaleza - Estadual
2007
Ceará 1×1 Fortaleza - Estadual
Ceará 4×3 Fortaleza - Estadual
Fortaleza 1×0 Ceará - Série B
Fortaleza 1×0 Ceará - Série B
2008
Fortaleza 3×1 Ceará - Estadual
Fortaleza 1×1 Ceará - Estadual
Ceará 1×0 Fortaleza - Série B
Total:
Empates - 2
Ceará - 4v
Fortaleza - 4v

Performance nas últimas 5 rodadas da Série B:

Fortaleza 0×0 Juventude
Fortaleza 2×1 Criciúma
ABC 1×4 Fortaleza
Vila Nova 1×0 Fortaleza
Fortaleza 2×1 América
Total: 3v, 1d, 1e

América 0×0 Ceará
Bahia 1×1 Ceará
Ceará 0×0 Avaí
Ceará 3×1 ABC
Criciúma 2×0 Ceará
Total: 1v, 1d, 3e

Artilheiro tricolor no confronto deste sábado: Rinaldo (10 gols)
Artilheiro alvinegro no confronto deste sábado: Sérgio Alves (20 gols)

Nos dois primeiros dias de venda de ingresso, 9 mil foram comercializados, bem superior a marca de 2,5 mil, no mesmo período antes do último clássico (que contou com 31 mil pessoas). E aí, vai perder essa?

Fontes: Diário do Nordeste, O Povo, Blog Gol, CBF.

Para relembrar (semana de Clássico-Rei)

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Para relembrar esta, direto da TV Italiana, dica do Bola Quadrada.

Pênalti para o Ceará, diante do Fortaleza, na hora do cobrança o arqueiro tricolor…bem, só vendo para crer.

Se ele pega, mandava voltar? Se alguém reconhecer os personagens do lance, favor avisar. E pelo jeito, apesar do gol alvinegro, o Fortaleza saiu vencedor.

Semana de Clássico-Rei

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Decadente ou não, em qualquer divisão, o futebol cearense ganha novo ânimo quando o assunto é Clássico-Rei. No próximo sábado, dia 11, Fortaleza e Ceará (ou Ceará e Fortaleza) enfrentam-se pelo returno da Série B.

Em campo, o “melhor produto do nosso futebol”, como gostam de dizer alguns. Rivalidade em alta, provocações entre torcedores e muita, muita gozação com a torcida da equipe derrotada, fatores sempre presentes quando alvinegros e tricolores ficam frente a frente.

Para apimentar a disputa, o encontro entre os artilheiro Sérgio Alves e Rinaldo, o “carrasco” versus o “matador”. O primeiro tornou-se grande ídolo do Vozão na década de 90 e início dos anos 2000, dando títulos ao alvinegro e marcando o gol que acabou com o incômodo jejum de 16 jogos sem vencer o rival, em 2001. De volta ao clube, já veterano, reencontra o Fortaleza, um de seus adversários prediletos, já que costuma deixar o seu contra o tricolor. Foi assim não só no Ceará (quem não lembra a bicicleta espetacular quando jogava um Campeonato do Nordeste, pelo Bahia?).

Do outro lado, o baixinho Rinaldo. Se a forma ou o ritmo de jogo estão longe do ideal, a empolgação deve ser grande, após o retorno ao Pici e o gol 100 pelo clube, marcado no último sábado. Especialista em marcar em clássicos, tem, no entanto, um duelo a parte com o goleiro Adílson, seu algoz em várias cobranças de penalidade. Fora isso, não pode ser, no momento, considerado titular absoluto, já que entrou na vaga do suspenso Marcos Bambam e tem a sombra de Osvaldo, que vem desequilibrando sempre que entra durante as partidas.

Em campo, a partida vale muito mais para o Fortaleza. Uma vitória, além de dar moral, afasta ainda mais o time da zona de rebaixamento. Uma derrota poderá jogar a equipe de volta à zona da morte. Do lado alvinegro, mesmo estando no “limbo” da segundona, a rivalidade da partida e a chance de afundar o rival fazem com que a partida valha muito.

Ainda não será desta vez que os dois maiores clubes do Estado enfrentam-se no alto da tabela, em um estádio novinho, moderno, todo reformado. Estamos longe disto, mas, não custa sonhar, né não? E que a bola role…

Ceará de roupa nova

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Quase dois meses após o acerto com a marca de material esportiva espanhola Joma, o Ceará apresentou nesta quinta-feira, em festa no Mucuripe Clube, os novos uniformes do clubes.

Já os uniformes do Fortaleza produzidos pela Lotto, devem estrear no jogo contra o Ceará.

E aí, gostaram?

A terça-feira no futebol cearense

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- Sem Ciel e Luiz Carlos, o Ceará dá mostras que perdeu, e muito, a força ofensiva. Empatar contra o equilibrado Avaí, mesmo em casa, não pode ser considerado um péssimo resultado, mas, 10 pontos atrás do adversário (4º colocado), o Vozão vê o sonho de chegar ao G4 ficar para 2009. Talvez, com um planejamento um pouco melhor, as coisas possam acontecer.

- Como a vitória suada diante do Criciúma fez bem ao time, tirou um peso das costas. A equipe não só devolveu a derrota para o ABC em casa, como goleou jogando bem (veja os gols). Jogando sério na defesa, sem dar muitos espaços, o time conseguiu encaixar bons contra-golpes e matar a partida. Osvaldo vem se especializando em entrar e mudar o jogo. Em mais um pênalti sofrido, a boa idéia de colocá-lo para bater (já que ninguém acertava). Resultado? Gol, simples assim. Michel Gaúcho foi destaque. Incrível como ele, dispensado do Ceará, vem fazendo partidas regulares no triclolor, não complicando e, às vezes (como esta terça) destacando-se, principalmente ofensivamente. Como o próximo jogo é dificílimo, diante do vice-líder Vila Nova em Goiânia, a partida para ganhar era essa. De 17º para 13º é uma grande subida, apesar da proximidade de todo mundo lá na rabeira da tabela.

- Más notícias fora de campo para o tricolor. A primeira é a necessidade de uma artroscopia no joelho de Paulo Isidoro, principal jogador do elenco leonino. Desta forma, o jogador que já está fora há tempos, ficará pelo menos 4 semanas de molho. Uma grande perda. A segunda é a forma que repercutiu o pedido de Rinaldo em ficar treinando alguns dias para poder estrear. Após as críticas de Lúcio Bomfim, presidente do clube, fiquei sabendo que teve muito jogador do elenco que não gostou nada do “corpo mole” do carequinha. E, para piorar, o Goiás afirmou que ele veio 100% fisicamente de Goiânia. Menos mal que, em campo, a equipe deu uma boa respirada com essas duas vitórias.

Mr. 720°

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Quem não ficou um dia boquiaberto com as enterradas de Michael Jordan saltando do começo do garrafão? Alguns anos depois, apareceu Vince Carter, que parecia voar. Inesquecível.

Relembrando isto, saí caçando vídeos interessantes pela internet e a blogosfera, me deparo com Taurian Fontenette, também conhecido como “Mr. 720º” ou “Air Up There”, um jogador de ‘apenas’ 1,88m que fez parte do And1 estadunidense e hoje não descobri o que faz da vida (basquete universitário?).

E o que ele tem demais? Bem, pelo apelido já dá para imaginar. Ele é o primeiro mortal a fazer um girou de 720º (duas voltas completas) no ar antes de enterrar. Se não é o primeiro, é quem primeiro apresentou isto ao mundo. Só vendo para crer.

Há quem prefira o 360º passando a bola entre as pernas.

Vejam mais do garoto em ação:

Leia também:
- Lateral ou cruzamento? Os dois;
- No Japão, agressão gera punição eterna;
- O gol que nunca aconteceu;
- Esquilo estilo fanfarrão;
- O direito de ser chato;
- Golaços da semana: de Valdívia a Gerrard.

Rapidinhas

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De volta ao normal

Não sei porque tanta gente está surpresa com a “exibição” da SeleDunga diante da Bolívia (apesar do Galvão insistir em chamar de Venezuela). Surpresa foi a partida diante do Chile, o time agora só voltou ao normal.

Marketing e economia

Para quem não entende o retorno do veteraníssimo Sérgio Alves (38 anos) ao Ceará, basta dizer que é uma jogada que une marketing e economia para o alvinegro. Marketing porque, obviamente, ele é um ídolo da torcida, inclusive com bandeira nas arquibancadas, e terá a chance de encerrar a carreira onde fez sucesso, sendo um dos pilares da importante campanha do clube para angariar sócios. Economia porque, para aceitar voltar, o atacante abriu mão do processo que já havia ganho em todas as instâncias contra o Ceará. Agora, ao invés de pagar os mais de R$ 300 mil que devia, o clube pagará bem menos, ainda dividindo em várias parcelas. Se, além disso, ele contribuir com alguns gols, melhor ainda. Mas isso nem é prioridade.

O adeus de Ciel

Com a saída de Ciel, o Ceará praticamente perde quaisquer chances de acesso, algo que já está difícil, visto que o clube está no “limbo” da Série B, longe do G4 e da zona da morte. O clube perde um de seus poucos jogadores que podem desequilibrar. Para o Flu, é difícil dizer se foi uma boa. Com sua velocidade e atrevimento (no bom sentido), Ciel pode contribuir, mas terá que melhorar em dois quisitos básicos, a mania de não jogar coletivamente e a péssima finalização. Isso sem falar nos problemas extra-campo, tão explorados pela imprensa carioca. Mas, se Cuca quer dar-lhe uma chance e ele diz que mudou, quem sou eu para duvidar. Aguardemos para ver.

É só isso mesmo

Com as recentes contratações anunciadas nos últimos dias, o Fortaleza não deve mais trazer ninguém até o final do ano. Ou seja, para escapar da degola, Heriberto só terá os que já estão à disposição. Será que dá?

Pane defensiva alvinegra

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Dois lances isolados, duas cobranças de falta. 2 a 0 para o Jacaré, logo no início da partida. Tudo que fora programado pelo técnico Lula Pereira, na esperança de, diante do então vice-lanterna, conseguir a primeira vitória longe de casa, foi por água abaixo.

::. Veja os gols do jogo.

O primeiro gol, não há o que questionar. Um lindo chute de Marcinho, indefensável. No segundo, porém, a defesa alvinegra ficou olhando a bola bater na trave e voltar para Thiago Félix, livre, marcar. Ainda na primeira etapa, mais alguns “apagões defensivos”. O Jacaré não ampliou porque Leandro Neto, mais um sozinho, conseguiu cabecear para fora.

Na etapa final, o time cresceu e, com a presença de Charles Chad na frente, conseguiu até pressionar o adversário. O gol de Lúcio deu esperanças no final, mas Alex Brás se atrapalhou com a bola (!) e o Brasiliense marcou novamente, selando a vitória dos mandantes.

O apresentado pelo Ceará é ainda muito pouco em relação ao que a equipe pode render. É chato bater na mesma tecla tantas vezes, mas apenas com os pontos conseguidos em casa, será impossível sonhar mais alto nessa Série B. O G4 já está longe e, caso os pontos como mandante comecem a rarear, a posição alvinegra na competição pode piorar e muito.

Não é a primeira vez que, no futebol cearense, uma equipe demonstra disparidade tão grande entre o retrospecto como mandante e como visitante. Lembro de uma situação muito semelhante, ocorrida com o Fortaleza, na Série A em 2005, quando a equipe em casa vencia as principais equipes do país, mas fora de casa era facilmente batida. Resultado? Acabou a competição abaixo dos 10 melhores, aquém do que esperavam todos, que sonhavam com a Sul-Americana.

Para o Ceará não interessa nada que não seja o G4. Em casa, para onde volta na terça-feira, diante do Paraná, é manter o ritmo, tentando impedir tropeços como o que ocorreu diante do Vila (única derrota no Castelão). Longe de Fortaleza, talvez seja o momento de ousar mais, mudar a forma de jogar. É isso, ou nada. E que a bola role.

E no futebol cearense…

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Em algum lugar não muito distante.

- E aí pai, um ano fora, sem saber notícia da terrinha. Como tá nosso futebol?
- Bem, muita coisa mudou, mas tá tudo igual.
- Como assim?
- É uma longa história.
- Vai me dizer que o Vozão tá de novo na luta contra o rebaixamento?
- Não, não. Tá até lutando para subir!
- Ô coisa boa, com toda a desorganização lá dentro, dirigentes que não se entendem, salários atrasados, mesmo assim a equipe tá conseguindo esse feito?
- Que nada! As coisas têm se organizado. Os salários tão em dia e o atual presidente parece mais sensato.
- Olha aê! Então acabaram as contratações absurdas?
- Aí você pediu demais. Só esse ano já beira os 70 contratados! Sem falar na velha encrenca com a imprensa…
- Putz, nada é perfeito, né? Mas quer dizer que agora Fortaleza e Ceará estão na luta para subir?
- Fortaleza? Ihh…. ce tá por fora mesmo. O Leão tá na luta é contra ao rebaixamento!
- Jura? Um clube que paga salários em dia, ter uma certa organização e tals…
- Pagava…Tinha! Ultimamente, no Pici tem sido comum salários atrasarem, presidente renunciar, dirigentes não se entenderem…. A coisa tá feia!
- Poxa, tô pasmo. As coisas meio que se inverteram, quando um dá sinais de melhora, o outro piora.
- Se tu passares mais um ano fora, pode encontrar tudo diferente novamente.
- Mas o Fortaleza não conquistou o bicampeonato?
- Conquistou, mas parece que de nada serviu.
- Que coisa… E o Ferrão, como foi na série C?
- Assistiu de longe. Nem se classificou! Horizonte e Icasa que participaram, já tendo sido eliminados.
- Putz, esse novo futebol, hein?
- É como eu te disse. As coisas até mudam, mas acabam tudo na mesma!

Atualizando:
Como alguns notaram, eliminei o Icasa previamente. O Verdão do Cariri joga pela classificação na última rodada da segunda fase da Série C, no final de semana. Quem sabe eu não erre na “previsão”, hein?

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