Quem não saca nada de futebol, não consegue entender o encanto que ele gera em boa parte da população do planeta. Para mim, o grande motivo disso tudo é a imprevisibilidade do esporte. Costumeiramente vemos as melhores equipes serem derrotadas, algumas vezes por times bem inferiores.

A derrota na final olímpica não foi o caso de um time infinitamente inferior vencer outro, mas teve um pouco disto, sim. Em campo, a aplicação tática e o preparo físico venceram a melhor qualidade técnica.

Dos 120 minutos de jogo, as estadunidenses defenderam-se 90% do tempo. Saíram na boa, quando o Brasil já demonstrava cansaço, marcaram o golzinho salvador e voltaram para a defesa. Méritos delas a capacidade de segurar a força ofensiva de Marta, Cristiane e c&a. No entanto, elas também tiveram sorte.

O Brasil criou ótimas chances de marcar e, quando não parou nas mãos da ótima (e bela) goleira Hope Solo, a bola parecia não querer entrar. Somente nos últimos cinco minutos de jogo, foram pelo menos três grandes oportunidades.

“Meu Deus, o que foi que eu fiz de errado?”. A frase de Marta, com os olhos marejados, já próximo do final do jogo, reflete bem o desespero das brasileiras por não conseguirem vencer uma partida em que estiveram tão próximas de marcar.

Mas com o irrisório “apoio” dado ao futebol feminino no Brasil, as garotas já foram longe demais. É duro ficar com o vice sabendo que o ouro era uma realidade, a prata fica gosto amargo, mas é realmente um grande feito. Parabéns meninas e força sempre, pois só com muita força para conseguir vencer no futebol feminino no país do futebol masculino.