A rotina já é conhecida. Com a vitória garantida, Yelena Isinbayeva continua tentando superar seus próprios recordes. Tentando e conseguindo.
Além do bicampeonato olímpico, mais uma quebra de recorde (agora ela superou os 5,05m, contra 4,80m da segunda colocada). Sobrando nas pistas, ganhando tubos de dinheiro (o patrocinador dá uma fortuna a cada recorde quebrado), eu penso comigo: ela nem precisava ser bela.

Pois é! Melhor do mundo, corpo sarado, ela ainda esbanja um inebriante par de olhos azuis claros, traços delicados de uma beleza que se destaca.
É, creio que se eu fosse mulher, invejaria a russa. Como não sou, apenas não canso de admirá-la, seja no exercício de sua profissão ou na exaltação de sua beleza.
E o Brasil…
Bem, o caso de Fabiana Murer é emblemático. Não sou expert no assunto, mas nunca tinha visto uma vara sumir daquela forma (sem duplo sentido, hein!). Os 4,80m da segunda colocada é exatamente a melhor marca da brasileira na carreira, conseguida uma única vez, esse ano.
No entanto, ela não vinha conseguindo sequer chegar perto dessa marca nas últimas competições. Se o trauma do sumiço de seu material de trabalho a abalou ao ponto de prejudicá-la na luta por medalhas eu não sei, mas que foi a desculpa perfeita para a derrota, isso foi.





