Nem precisava ser bela

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A rotina já é conhecida. Com a vitória garantida, Yelena Isinbayeva continua tentando superar seus próprios recordes. Tentando e conseguindo.

Além do bicampeonato olímpico, mais uma quebra de recorde (agora ela superou os 5,05m, contra 4,80m da segunda colocada). Sobrando nas pistas, ganhando tubos de dinheiro (o patrocinador dá uma fortuna a cada recorde quebrado), eu penso comigo: ela nem precisava ser bela.

Pois é! Melhor do mundo, corpo sarado, ela ainda esbanja um inebriante par de olhos azuis claros, traços delicados de uma beleza que se destaca. É, creio que se eu fosse mulher, invejaria a russa. Como não sou, apenas não canso de admirá-la, seja no exercício de sua profissão ou na exaltação de sua beleza.

E o Brasil…
Bem, o caso de Fabiana Murer é emblemático. Não sou expert no assunto, mas nunca tinha visto uma vara sumir daquela forma (sem duplo sentido, hein!). Os 4,80m da segunda colocada é exatamente a melhor marca da brasileira na carreira, conseguida uma única vez, esse ano.

No entanto, ela não vinha conseguindo sequer chegar perto dessa marca nas últimas competições. Se o trauma do sumiço de seu material de trabalho a abalou ao ponto de prejudicá-la na luta por medalhas eu não sei, mas que foi a desculpa perfeita para a derrota, isso foi.

Futebol dourado

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Com atuações soberbas de Marta e Cristiane, a seleção brasileira, que saiu perdendo o jogo semifinal contra as campeãs mundiais alemãs, passou por cima das adversárias, enfiando 4 a 1 e garantindo a segunda final olímpica seguida para as meninas do Brasil.

Quem não conhece a realidade do futebol feminino aqui no país do futebol (masculino) e vê a partida da seleção contra as algozes do último campeonato mundial, pode imaginar que é no país sulamericano que há 4 divisões profissionais, que é no Brasil que o futebol feminino é organizado, com diversos clubes e campeonatos.

Apesar do início perdido, onde entregaram um gol para as adversárias, o time brasileiro reagiu logo e fez sua melhor exibição até aqui na competição, chegando com favoritismo para a final de quinta-feira. Sem chutões para frente, tocando a bola e com suas craques inspiradas, o Brasil passeou, fez dois gols em contra-golpes certeiros após escanteios para a Alemanha e matou a partida num golaço de Cristiane.

Sem apoio e com poucos clubes em atividade no país, a seleção canarinho quebra escritas, supera dificuldades. Se bem que superar problemas já é algo enraizado entre os atletas brasileiros (Eduardo Santos que o diga).

Após um vice-campeonato olímpico e outro mundial, chegou a hora de nossas meninas subirem ao mais alto lugar no pódio. Se repetiram a exibição desta segunda-feira, dificilmente não o farão. Apesar dos pesares extra-campo.

Fico curioso em saber quais serão as promessas da CBF após mais uma medalha olímpica. Promessas que, obviamente, não serão cumpridas. Êêê Brasil…

Update:
A final será contra os EUA, numa repetição da decisão de quatro anos atrás. Após a goleada na semifinal da Copa do Mundo, há dois anos, as brasileiras vêm com tudo. Que venha o ouro! Ah, e nesta terça tem “somente” Brasil e Argentina, no masculino. Não dá para perder.

Você consegue vencer Usain Bolt?

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O jamaicano Usain Bolt assombrou o mundo ao vencer, com incrível facilidade, a prova dos 100 metros rasos em Pequim. Mesmo comemorando antes de cruzar a linha de chegada, ele bateu o próprio recorde mundial, baixando de 9.72 segs para 9.69 segs.

Mas ele não é invencível, pelo menos no mundo virtual. A Puma disponibiliza em seu site a oportunidade de desafiarmos o homem mais rápido do mundo.

Este foi meu recorde

Este foi meu recorde

A brincadeira é tão imperdível que nem o próprio Bolt deixou de desafiar ele próprio (e o mais incrível é o seu tempo virtual, 9.69 segs, exatamente a marca que faria nas Olimpíadas em Pequim).