Com uma campanha acima da médias dos últimos anos, o Ceará vem dando esperanças ao seu torcedor para finalmente conseguir o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Mas duas notícias parecem vir como um banho de água fria na torcida alvinegra.
Primeiro foi a saída de Luiz Carlos. Apesar de esperada, sua saída deixou o clube sem seu principal artilheiro, aquele que formava com Vavá a grande dupla de ataque da competição. Para piorar, outra notícia que não chega a surpreender: Ciel volta a aprontar.
Não há dúvida que o atleta de cabelos estranhos é bom jogador. No entanto, seu nome está muito mais nas manchetes por confusões do que por boas jogadas. Xodó da torcida alvinegra, já vem amargando o banco principalmente por suas confusões extra-campo. Lembro de cabeça, sem pensar muito, de seis confusões envolvendo Ciel somente nos últimos tempos (no Ceará, no Icasa e novamente no Vovô).
Ciel é mais um caso de um talento que sucumbe à noite cearense. Para não citar vários, lembro de dois cabras bons de bola que também adoravam uma farra. O primeiro era Eliézer, esbelto camisa 10 tricolor no início da década passada. Esteve próximo de ir para o São Paulo de Telê Santana, mas sua queda pela noite acabou fazendo com que sua carreira não vingasse. Aposentou-se muito cedo, mas ficou na memória dos que acompanharam o seu futebol.
O outro, mais recente, é Clodoaldo. Sem dúvida, o maior talento aparecido no futebol cearense nos últimos anos. Habilidade e velocidade de raciocínio, unidas à uma malandragem que lhe rendiam muitas faltas e pênaltis ao seu favor. No entanto, as constantes confusões foram, aos poucos, ganhando mais espaço do que seus momentos de brilhantismo (que se tornaram cada vez mais raros). Hoje no Cacique do Vale, tenta manter-se em atividade, já sem brilho, quase que vivendo do nome na segunda divisão cearense. No entanto, seus feitos, gols e títulos ficarão marcados para sempre na história do futebol cearense.
E Ciel? O jogador dá sinais que terá uma carreira encurtada e manchada por problemas fora de campo. No entanto, diferente dos anteriores, não produziu nada que o deixasse nos anais do futebol alencarino. Será Ciel novamente perdoado por Evandro Leitão ou será dispensado novamente (como foi do Icasa), podendo cair no esquecimento do torcedor? Não há, por enquanto, como ter respostas para esses questionamentos. No entanto, é certo que estamos diante de mais um bom jogador que vai desperdiçando o talento que Deus lhe deu. Uma pena.





