Direto do Blog do Fernando Sampaio uma cena inusitada. A tenista Jelena Jankovic precisou trocar a calcinha na hora de jogo. Pensa que ela foi para o vestiário? Que nada! Pior é a pose de envergonhada. Sei viu…

Seja na Argentina ou no Brasil, algo tem incomodado os amantes do futebol. Alguns dos craques mais badalados do planeta evitam os microfones, principalmente para tratar de assuntos considerados polêmicos. Ronaldinho Gaúcho fora criticado de todas as formas, no entanto, ninguém ouviu sequer uma vogal vinda da boca do craque sobre o assunto. Dispensado de onde era rei, usou de todo seu prestígio para acertar com Milan. Mesmo assim ninguém o viu rebatendo as críticas.
Agora, no nosso país vizinho, os argentinos têm ficado bastante incomodados com o silêncio do craque Messi em relação a briga entre Fifa e o Barcelona, que não quer liberá-lo para Pequim.
Ficar calado é uma estratégia para se poupar ou os craques do terceiro milênio não têm personalidade? Maradona e Pelé costumam dar palpites sobre tudo. É certo que, em muitos casos, era melhor terem ficado calados, mas isso não vem ao caso.
No caso de Messi, tomar posição na intenção de defender seu país (e os argentinos são extremamente patriotas) representa ir de encontro ao Barcelona, time que o adotou desde cedo, enchendo-lhe de regalias, na esperança de que se tornasse o craque que é hoje. E é possível culpar o Barça em não querer perder sua jóia por um mês, correndo ainda o risco de vê-lo contundido?
No Brasil, Diego peitou o Werder e se apresentou para os treinamentos visando as Olimpíadas. E o que acontecerá com ele? Não se sabe. O Werder Bremer (assim como o Schalke 04, clube de Rafinha) tenta na Justiça que o atleta não vá a Pequim, alegando que a Fifa não tem como obrigar a liberação.
Aí temos dois assuntos convergentes. O silêncio dos craques e a briga de interesses entre clubes e seleções. No meio disso tudo, levanta-se outro questionamento: ainda há espaço para o futebol nas Olimpíadas? Bem, ao que parece não. Nos próximos jogos, não haverá mais “futebol profissional”. A Fifa não tem interesse em ver seleções cheias de craques nos jogos olímpicos, pois assim seria como outra Copa do Mundo, porém sem a organização da entidade.
Bem, voltando ao silêncio dos atletas, me remeto às entrevistas que vejo todo dia na TV, seja em programas esportivos ou não. É “com certeza” para todo lado, inclusive precedendo um “eu acho”. Incrível (e insuportável)! Será que os atletas estão vivendo o mesmo processo de emburrecimento crescente da sociedade, a cada dia tendo mais dificuldade de se expressar? Bem, e a culpa? Será da TV, da internet, da falta de leitura, de tudo isso ou de nada disso? Onde esse post vai parar? Eu não sei, mas ‘com certeza’ estas questões podem gerar grandes discussões.
A maior goleada no “PV”
A maior goleada da história do Estádio Presidente Vargas ocorreu no dia 10 de fevereiro de 1963. O Fortaleza enfiou impiedosos 12 a 1 na equipe do Gentilândia.
O Tricolor tinha uma lista tríplice de dar inveja, com Haroldo Castelo Branco, Mozart e Nagibe. O trio marcou todos os gols tricolores, sendo 7 (sete!) de Haroldo, quatro de Mozart e um de Nagibe. De falta, João descontou para o Gentilândia.
Após aposentar-se, Haroldo tornou-se general do Exército. Dentre os detalhes do jogo, fica o fato dos derrotados terem que atuar mais de um tempo com apenas 10 jogadores, visto que Luciano Maciel machucou-se e deixou a partida.
Ficha técnica:
Fortaleza 12 x 1 Gentilândia
43º Campeonato Cearense de Futebol
Data: 10/02/1963
Estádio Presidente Vargas
Juiz: Alzir Brilhante
Auxiliares: José Tosta e Ricardo Bonadies.
Gols: Haroldo (7), Mozart (4) e Nagibe para o Fortaleza; João para o Gentilândia.
Fortaleza: Pinto (Rominho), Mesquita e Sanatiel; Toinho, Célio e Renato; Nagibe, Haroldo, Mozart, Zé Raimundo e Salvador.
Gentilândia: Ermúsio (Liberato), Leudo e Zé Maria; Becil, Vieira e Marcelo; Luciano Maciel, Marcos, Raimundinho, Macalé e João.
Outro massacre
A maior goleada da história do Campo do Prado, antigo local onde o Fortaleza mandava seus jogos (hoje local do CEFET-CE), ocorreu no Estadual de 1937, quando o Tricolor goleou o Iracema por 11 a 2. Nessa partida, o atacante leonino Fred marcou oito vezes, sendo seis de cabeça!
Confira mais da série ‘Futebol (Cearense) de Antigamente’:
- Um TRI em três minutos;
- Estádios do Interior.
Fonte de pesquisa: livro ‘Futebol Cearense: retalhos históricos’, de autoria de Alfredo Sampaio, publicado em 2007 pela Imprece Editorial.
- Bola Quadrada: o melhor gol perdido de todos os tempos;
- Xpock: Quando o esporte passa a ser coadjuvante;
- Globo.com: os novos uniformes dos clubes europeus;
- Autozine: cinco momentos inesquecíveis da Fórmula 1;
- Digital Drops: os estádios mais modernos do mundo;
- Conteúdo proibido: cena inédita no tênis (ou quase).
Sei que muitas vezes a imprensa é chata e “aporrinha” demais os famosos e os atletas de ponta. Sei também que é direito de qualquer não querer dar entrevistas. No entanto, quando há interesse, muita gente faz de tudo de aparecer na mídia.
Bem, em época de Tour de France, a mídia européia está toda de olho no mais tradicional evento ciclístico do planeta (sim, eles realmente se importam com isso). Não sei porque cargas d’água o ciclista Cadel Evens não queria falar, no entanto, ele não precisava ser tão….tão….agressivo, ué!
Durante uma pelada entre amigos (ou conhecidos), sempre que os ânimos se exaltam e algumas botinadas começam a ser deferidas a esmo, há sempre algum que solta que “o jogo é para homem”, querendo dizer “se não agüenta, pede para sair”. Bem, o machismo imposto na frase é apenas o mote para os vídeos que trarei abaixo.
Estes dias mulheres mostraram que, também quando o assunto é esporte, elas não estão para brincadeiras. Calma garotas!
1- Na WNBA, briga geral no jogo Sparks vs. Shocks:
2- Briga de (belas) mulheres na F-Indy (Danica Patrick vs. Milka Duno):
Ps: antes que alguém pergunte: automobilismo é esporte?
Bem, tá bom que não vale porra nenhuma quase nada, mas não deixo de estar entre os vencedores. Dedico o prêmio a minha namorada que, por ser estudante de medicina, ‘inspirou-me na hora de ter inspiração’ para criar minha (infame) resposta.
Essa nem o Rubinho foi capaz. Nunca vi algo assim. Já vi Nigel Mansell comemorar na última volta e ficar sem combustível, mas fazer uma cagada dessa, inédito.
Dica do Conteúdo Proibido.
Empatar com o Corinthians, líder isolado, melhor time da competição, mesmo em casa, não deve ser considerado mal resultado. No entanto, os mais de 50 mil torcedores que se fizeram presentes no Castelão têm o que lamentar.
::. Veja os gols.
O Ceará fez um bom primeiro tempo, criou mais que o adversário e conseguiu virar a partida e terminar vencendo por 2 a 1. No entanto, na segunda etapa, mesmo com os gritos de Lula Pereira, o Vozão recuou. O treinador alvinegro tentou fazer com que sua equipe jogasse bola, mas o Ceará só tentava defender-se.
Aí o que se viu foi pressão corintiana. Adílson ainda fez dos seus milagres, mas a zaga falhou novamente e Dentinho empatou a partida. Se houvesse mais 10 minutos, quem sabe o Ceará sairia derrotado de campo, já que o Corinthians seguiu pressionando. É bem verdade que, com o jogo empatado, Luiz Carlos perdeu a chance do jogo, mas a postura dos cearenses na segunda etapa pôs fim nas chances de vitórias. Faltou pensar grande, pensar que vencer era possível.
A partida teve quatro gols, todos eles em falhas clamorosas das defesas. Aquilo que Rancharia fez no último gol do jogo mostra bem porque o Ceará segue trazendo reforços para a zaga. Sem vencer fora de casa, o empate deixa o Vovô em sexto, mas já alguns pontos abaixo do G4.
Ao ver confirmada a escalação de Fábio Oliveira, comentei lá no jornal: “É, o desespero é grande, o cara não treina há um tempão!”. A constatação é verdadeira, mas Jorge Veras pensou que, mais vale um artilheiro fora de forma, do que alguém em forma que não marque gols.
::. Veja os gols.
Na partida, o Tricolor poderia ter se complicado, se Edmar tivesse conseguido bater Tiago Cardoso, logo aos 2 minutos. A linda defesa do arqueiro leonino deu tranqüilidade ao time, que passou a dominar a partida. De Dude para Raul, de Raul para Fábio Oliveira, para o gol.
Com desvantagem, os alagoanos perderam-se em campo (assim como se perdeu o Fortaleza diante da Macaca). Fábio Oliveira ainda perderia chance clara antes de ampliar, em bela jogada, findada com um belo toque de letra. Artilheiro é isso aí, marcou dois em três chances.
A partir daí foi administrar a partida. A defesa, novamente com três, mostrou-se mais segura. Eusébio e, principalmente, Gilberto, puderam subir com mais tranqüilidade, fazendo companhia a Raul e Paulo Isidoro (o melhor em campo). Para matar o jogo, Dude (sacrificado diante da Ponte) fez um golaço, algo raríssimo.
Ainda não dá para respirar aliviado. A zona de rebaixamento é realidade. Mas uma vitória boa traz calma e um pouco de confiança. Na sexta-feira, diante do Marília, nova prova de fogo. O MAC está logo a frente do Leão e uma vitória tricolor garante a saída da zona da morte.






