No campeonato russo, algo, no mínimo, curioso. Lokomotiv e Spartak disputavam o derby da capital Moscou quando o torcedor (não sei de qual time) invadiu o gramado. Para parar o invasor, o meia Kovac, do Spartak, deu uma rasteira do “coitado”. A estratégia parou o ‘mala’, mas rendeu uma punição ao atleta nascido na República Tcheca. Nunca tinha visto isso.
Como amante do bom futebol e torcedor do Arsenal-ING, confesso-me fã do meia holandês Dennis Bergkamp, aposentado há pouco tempo. Elegância, visão de jogo e muita categoria, algumas das principais características do louro camisa 10 do clube londrino, que só tremia quando tinha que viajar de avião. Assistam este compilado de gols e deleitem-se:
Destaco o drible em Ayala, seguido pelo gol que eliminou a Argentina da Copa (2º gol do vídeo) e o último gol, com um drible inacreditável sobre o zagueiro do Newcastle.
Depois de uma folguinha no fim de semana (porque também sou gente), venho aqui comentar a ‘exibição’ do Fortaleza no último sábado. Pensei bastante em por onde começar e em como não me alongar demais, o que acho difícil de conseguir.
Quando saiu a notícia que Dude jogaria na lateral, ouvi um “é o fim dos tempos” da boca de um torcedor. Sempre disse que jogador não tem culpa de ser limitado, o culpado é quem tem a ‘coragem’ de escalá-lo. Dude é um patrimônio do clube, onde atua desde a década passada, topa qualquer negócio, mas é limitado. Chegou a ser patético, a Macaca dava espaço para ele, que recebia a bola e, com os companheiros marcados, não sabia o que fazer com ela.
Apesar de não gostar de dar palpite em obra acabada, não há como negar que o time foi mal escalado no sábado. Noves fora o caso Dude, um erro crasso, atuar com uma equipe leve e veloz, sem centro-avante, contra um time plantado na defesa e bem fechado, é totalmente inadequado.
Não havia espaço para Paulo Isidoro, Eusébio e Léo Jaime movimentarem-se. Quando conseguiam criar algo, não havia quem empurrasse a bola para dentro. Não é cruzando bolas para Léo Jaime que o gol sairá, convenhamos. Apesar disso, a equipe pressionou, criou boas chances e esteve muito próxima de marcar. Porém, mais uma vez no setor do Guto, saiu o gol pontepretano (não é à toa que a torcida pega no pé dele). Depois disso, o time desmanchou e a Ponte só administrou. Poderia ter feito até mais.
É claro o problema de elenco que tem o time, fora isso, pesa hoje o problema psicológico. A confiança, antes em alta com o bom início da competição (e o bicampeonato estadual), agora sumiu. Destaco aqui a péssima partida de Erandir. Passes displicentes, muitos erros, excesso de faltas. E pior, não foi a primeira partida dele nesse nível e, ao ser substituído, ainda ironizou a torcida, aplaudindo as vaias que vinham da arquibancada. A máscara tá enorme, diferente do futebol apresentado.
Barbieri (na foto), deixou o clube com um empate e quatro derrotas em cinco partidas. Precisa dizer mais? Edílson José pode deixar a diretoria de futebol do clube. Quem já saiu foi o ótimo preparador físico Alexandre Irineu. Recém empossado, Lúcio Bomfim (com dois “m” mesmo) trá muito trabalho para levantar essa equipe. O velho fantasma da Série C, que tanto atormenta a memória dos tricolores, está mais presente do que nunca.
Na terça, o time encara o CRB, fora de casa, no jogo que vale a fuga da lanterna. Que situação!





