Em se tratando do atual momento rubro-negro, poderia falar que a equipe cresceu de produção após a saída de Joel Santana, que vem sobrando nesse início de Brasileirão, que tenho ficado impressionado com a aplicação tática da equipe (defendendo e atacando com vários jogadores), que o time tem mostrado um padrão de jogo homogêneo, diferente das demais 19 equipes, etc… Poderia falar disso tudo, mas uma coisa tem me intrigado.

Findada a novela Caio Jr/Qatar (e por que não “Catar”, assim, com “C”?), de imediato já apareceu outro problema. Outro clube do mesmo país agora quer levar o artilheiro Marcinho.

Não vou me ater a discussões do quanto o time perderia com uma possível saída do atleta. Porém, o que mais tem me intrigado é o número de “pedras” no caminho do Flamengo até aqui, e olha que o Brasileirão teve menos de uma dúzia de rodadas. Só o mesmo Marcinho já se envolveu em umas três polêmicas. Teve ainda a possível saída do Ibson; a negociação de Renato Augusto; uma briga de funcionários do clube no vestiário; bate-boca com Renato Gaúcho; etc.

Vasculhando sites de flamenguistas, a opinião é unânime: isto é coisa armada pela ‘torcida Arco-Íris’ (para eles, todos não-Flamengo fazem parte desta torcida). É claro que, por ter a maior torcida do país, o Flamengo será sempre um poço profundo repleto de oportunidades para especulações. Tudo que gira o clube é notícia e dá audiência. Estando na crista da onda, em primeiro lugar, essa tendência triplica.

Com cinco pontos de vantagem sobre os rivais mais próximos (Cruzeiro e Grêmio), o Flamengo poderia hoje navegar em águas mais tranqüilas. Porém, a cada semana (ou a cada dia!) novas tempestades aparecem para tentar atrapalhar a barca rubro-negra. Os dirigentes dizem estar acostumados. “No Flamengo é assim, temos que vencer um leão por dia”, disse um deles. Já vi jogadores dizendo que tudo que aparece para desestabilizar a equipe, acaba tendo efeito contrário, fazendo o grupo unir-se ainda mais num único foco, dar ao Flamengo um título brasileiro após 16 anos.

Bem, se não há como vencer os problemas, a solução é se aproveitar deles? Bem, mas até quando isso será possível? São perguntas que não sei responder. O tempo mostrará o desenrolar de toda essa novela. É agüardar para ver.

E que a bola role.