A festa alvinegra estava pronta. Torcida em peso, confiante, elenco vindo de uma grande partida e bem melhor na tabela que o maior rival. Mas essa história que “em clássico não há favorito” muitas vezes é real.
O Fortaleza mostrou velhos problemas, mas conseguiu equilibrar a partida, muito mais pela vontade do que pela aplicação tática. Mesmo com claros problemas no meio-campo e no ataque, o tricolor conseguiu criar boas chances de marcar, acertou a trave de Adílson e ainda desperdiçou (outro) pênalti.
O Ceará também criou belas jogadas durante a partida. Numa delas, o goleiro tricolor fez milagre. O Vovô não fez também uma grande partida, aliás, o clássico não foi uma grande partida. Melhor arrumado em campo, algumas vezes pareceu que o Ceará, caso forçasse um pouco mais, venceria com facilidade. Mas novamente faltou criatividade no setor de criação alvinegro.
O jogo era truncado e seria decidido no detalhe. Para o azar tricolor, o detalhe que decidiu estava do lado do clube de Porangabuçu. Num erro na saída de jogo, o Ceará tomou a bola e ela caiu, caprichosamente, nos pés de Vavá. O atacante escolheu o canto e tocou consciente, o suficiente para bater Tiago Cardoso, em tarde inspirada.
O empate talvez fosse o resultado mais justo, mas o Ceará mostrou melhor organização e, em caso de vencedor, a vitória teria mesmo que ser alvinegra. Pior para os tricolores, que seguem num jejum de vitórias que agora dura oito partidas. O Ceará encostou de vez no G4 e agora tem jogo importante contra o Barueri, bem posicionado na tabela, fora de casa. É hora de mostrar força longe de seu torcedor.
PS: Os ânimos exaltados ao final da partida não são novidade, coisa (lamentável) da rivalidade. Luiz Carlos metido em confusões, muito menos, como já destaquei por aqui em outro post. Teve cotovelada e empurrão sobrando e bom senso faltando. Lamentável.





