Confirmada a saída de Rômulo do Fortaleza, o já deficiente ataque tricolor perde peça fundamental.
Rômulo não é aquele centroavante que todo torcedor sonha, um matador nato, impiedoso com a defesa adversária. Porém, faz seus golzinhos e compensa qualquer carência técnica com muita raça e entrega em campo. Não raras vezes o vi dando combate no seu campo defensivo. Se o Fortaleza não tinha um matador, tinha porém um segundo atacante de grande utilizada. Pois é, tinha.
“Eu já havia solicitado para sair antes do jogo contra o Vila Nova/GO. O meu desejo de deixar o Fortaleza não é por causa da campanha do time. Acho que chegou o momento de sair e estou vendo algumas coisas que podem dar certo”, disse ele, escondendo os reais motivos de sua saída. O que especula-se que é o clube lhe deve algum dinheiro, além de ter uma proposta do exterior (não pode mais atuar por outra equipe na Série B). O problema é que, como tudo no Fortaleza, as coisas não são ditas às claras, tudo fica meio em clima de suspense.
Diretores do clube, inclusive (ou principalmente) o presidente, quando vêm a público, é para por panos quentes em uma possível crise ou briga entre clube e patrocinador. O torcedor não é bobo e não gosta de ser enganado, não sabendo as reais condições financeiras do time do coração.
No Ceará, tanto o presidente anterior como o atual vão aos microfones e não se fazem de rogado. Não escondem os problemas, admitem e buscam soluções. Se o fazem da melhor forma, aí são outros 500. Porém, isso cria uma proximidade entre clube e torcedor. Não é à tôa que as médias de público do tricolor tenham decaído tanto. É fácil culpar o torcedor, difícil é olhar para o próprio rabo.
Enquanto isso, o tricolor despenca da vice-liderança para a zona de rebaixamento. E há quem diga que Rômulo foi só o primeiro a sair. Onde o Leão vai parar?





