Com um time extremamente defensivo, o Ceará até saiu na frente, mas acabou tomando a virada do Avaí, na Ressacada.
Sem Luiz Carlos e com Marcos Paraná adoentado, Lula Pereira escalou um meio campo com quatro volantes. Somados aos dois volantes nas laterais e à entrada de Amaral no lugar de Reginaldo, no decorrer do primeiro tempo, o Ceará teve em campo nada menos que sete volantes.
O resultado só poderia ser um, falta de criatividade ofensiva, quase sempre entregando facilmente a bola para o Avaí. O time da casa pressionou quase os 90 minutos. Vavá, sempre ele, ainda deu esperanças de uma vitória, marcando em sua primeira (e única) chance no jogo.
No entanto, a defesa alvinegra, apesar de guerreira, não agüentou tanta pressão e tomou a virada. Agora pergunto, custava ter sido um pouco mais ousado, Sr. Lula? Se não confia no William César, por que o mantém no elenco?
O jogo era tranqüilo. A já classificada Holanda poupava os titulares na última rodada da primeira fase da Eurocopa, diante da Romênia. Relaxado até demais estava o meia Van der Vart, que soltou uma que quase derrubou os colegas. Parece que ficaram intoxicados até o dia da partida contra a Rússia.
Confesso não ser Luiz Carlos Barbieri um treinador que eu possa realmente dar um aval ou não de seu trabalho. Sem nunca ter dirigido uma equipe nordestina, não se fez conhecido por estas bandas.
No entanto, analisando os números, vejo que o treinador conseguiu bons feitos, o que demonstra qualidade. Conquistou dois títulos estaduais em equipes que vinham de jejuns (Criciúma e Paraná), recolocou o Joinville na primeira divisão catarinense após alguns anos e salvou o Sertãozinho do rebaixamento paulista no ano passado, algo já dado como certo.
O que me deixou com uma pulga atrás da orelha foi o fato do treinador ter pouquíssima experiência em Série B. E daí? Daí que a falta de experiência na segundona foi apontada pelo diretor de futebol Edílson José como grande motivo para não contratar o técnico Argeu dos Santos. Vai entender.
Ontem no Trem Bala, da rádio Am do Povo/CBN, Argeu não escondeu que se sente vítima de preconceito em relação aos clubes locais e foi categórico: “Conheço de Série B o mesmo que esses treinadores que eles costumam trazer”. Argeu lembrou ainda o caso de Amauri Knevitz, que não tinha experiência e nem conhecia nada do Fortaleza quando foi contratado.
Não estou aqui fazendo lobby por Argeu nem por ninguém, apenas acho que o treinador do Horizonte, nesse caso, tem razão para ficar chateado.
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