22 anos depois, o Boston Celtics conquistou novamente o título da NBA, ampliando a vantagem sobre o Lakers como maior campeão da história da liga, agora com 17 conquistas, contra 14 do adversário.

A arrasadora vitória no jogo final, fechando a série em 4×2, só confirmou o que pareceu desde o início da melhor de 7, que os Celtics estavam muito mais focados e preparados para serem campeões. Pior time da temporada anterior, Boston teve esse ano a melhor campanha e levou o título. Mostrou que para ser campeão é preciso mais de um fora-de-série. Se Kevin Garnett era a grande estrela, Paul Pierce (foto abaixo) brilhou como nunca, sendo merecidamente escolhido o MVP das finais.

Do lado dos Lakers, Bryant teve que brilhar praticamente só, com Lamar Odom bastante apagado e Pau Gasol com muitos altos e baixos. Creio que o Lakers vem muito forte na temporada que vem, quando terá novamente um pivô de ofício e Pau Gasol não terá que se sacrificar tanto embaixo do garrafão.

É legal ver veteranos como Pierce, Cassel, Brown e Garnett vencendo uma campeonato. Principalmente o último da lista não poderia sair sem um anel de campeão no dedo.

Final de belas histórias

- MVP das finais, Paul Pierce arrasou em todos os jogos. O que é mais interessante é que o atleta é de Los Angeles e não escondeu que, na infância, era torcedor dos Lakers e, obviamente, odiava os Celtics, time que defende há várias temporadas. No terceiro jogo da série, o primeiro em LA, Pierce teve atuação um pouco mais apagada que nos outros jogos. A justificativa, segundo o próprio, estava emocionado em jogar no Staples Center, contra o time do coração, numa final da NBA.

- Ao final da partida, o mais emocionado era Kevin Garnett, que não cansava de gritar “tudo é possível!”. Ao abraçar a lenda Bill Russel, vencedor de nove títulos pelos Celtics, lembrou que o astro tinha lhe dito que, caso ele não conseguisse vencer um título jogando, lhe daria um de seus anéis conquistados. “I got my own, man”, ou “Eu tenho o meu, cara”, disse Garnett, emocionado.


Garnett agora tem o mundo todo nas mãos. Ou nas costas.